Centrais pleiteiam mínimo de R$ 560

Em reunião realizada ontem, representantes das centrais sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CGTB e NCST definiram posição unificada em relação à proposta do governo federal para o reajuste do salário-mínimo em janeiro de 2011.

As entidades acertaram que vão pleitear aumento do mínimo dos atuais R$ 510 para R$ 560. O valor foi decidido com base na estimativa de inflação para ano (5,52%), pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), somada ao percentual da média do crescimento econômico de 2006 a 2009 (3,8%). Daria R$ 562, mas o número foi arredondado. O governo propôs R$ 538,15.

Em nota, as centrais reafirmaram o acordo de valorização do mínimo, firmado em 2007, no qual aceitavam a elevação do salário pela taxa inflacionária do ano mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto) do ano anterior, mas destacaram a importância dos aumentos para estimular a economia, em meio à crise global.

"É de conhecimento geral a importância do salário-mínimo para o enfrentamento das desigualdades sociais e regionais existentes; o seu significado para os mais de 40 milhões de trabalhadores brasileiros que dele dependem; os impactos positivos às mulheres, jovens e beneficiários das políticas sociais e a importância que tem no fortalecimento do mercado interno, essencial para o desenvolvimento soberano do País", informam, por meio de comunicado.

As entidades sindicais defendem ainda que haja a abertura imediata de negociação para definição do valor do mínimo de 2011.

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, que participou do encontro, afirmou que não há intenção de esperar as eleições para iniciar a discussão do tema com o governo. E acrescentou: "Há espaço para esse aumento."

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse, na terça-feira, que cada R$ 1 no valor a mais eleva as despesas do governo em R$ 184,1 milhões.

Estado SP - Economia brasileira cresce 8,9% no 1º semestre, diz IBGE

SÃO PAULO - A economia brasileira cresceu 8,9% no primeiro semestre deste ano em relação a igual período de 2009, informou o Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 3. No segundo trimestre, a expansão do PIB foi de 1,2% ante o período de janeiro a março deste ano, superando as estimativas. Leia mais

Sind Guarulhos - Sindicato conquista redução da jornada na Umicore em Guarulhos


O Sindicato dos metalúrgicos de Guarulhos e Região conquistou mais um avanço na luta dos trabalhadores pela redução da jornada de trabalho, beneficiando cerca de 430 empregados da Umicore, fornecedora de produtos para o setor automobilístico, químico, petroquímico, farmacêutico e eletroeletrônico. A redução da jornada começa a partir de 1º de janeiro de 2011, quando passará de 44 para 42 horas.

A jornada menor, sem redução de salário, foi aprovada em assembleia na porta da empresa, na terça-feira (31). O diretor do Sindicato Pedro Pereira da Silva ressalta que a conquista foi resultado de um longo processo de negociações. Ele conta: “Faz cerca de seis meses que entregamos documento na empresa, cobrando a abertura de negociações pela redução da jornada”.

40 horas - A meta do Sindicato de chegar à jornada de 40 horas será alcançada em janeiro de 2012. O acordo também é válido para os trabalhadores da Umicore nas unidades de Americana (SP) e Manaus, ou seja, cerca de 700 trabalhadores. (Foto: Claudio Omena)

Mais informações: www.metalurgico.org.br

R7 - Entenda como o PIB
influencia sua vida

O indicador é composto pela riqueza gerada pelos diversos setores da economia

O PIB (Produto Interno Bruto) é um dos principais indicadores da economia de um país. Ele representa a soma das riquezas geradas pelo conjunto dos diversos setores da cadeia produtiva, mas pouca gente sabe dizer o impacto que esse dado tem sobre o seu dia a dia.

O presidente do Corecon-SP (Conselho Regional de Economia de São Paulo), Pedro Afonso Gomes, explica que o PIB é a “soma do esforço de todos os agentes da economia, desde o plantio até a comercialização”.

O PIB é calculado trimestralmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e quando aponta geração de riqueza inferior à observada no levantamento anterior, indica a economia encolheu. Um movimento de retração por dois trimestres consecutivos é classificado pelo IBGE como uma recessão técnica.

Se o PIB aponta expansão, isso tem influência positiva na vida das pessoas, segundo Gomes.

- Quanto maior a produção, mais fácil de distribuir essa riqueza. A renda circula e todos são beneficiados. Então, quanto maior o PIB, maior a quantidade de empregos, o giro de mercadoria e a variedade de produtos. Além disso, o país tem um posicionamento mundial melhor.

Para o cálculo do PIB, o IBGE só leva em consideração as atividades legalizadas. As informais não entram nas estatísticas da metodologia aplicada.