FEDERAÇÃO DOS METALÚRGICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO 

Rua Pará, 66 - Higienópolis - São Paulo - SP - Tel.: 3217--5255

  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • YouTube
logo z.jpg

Eliseu Silva Costa - Presidente da Federação dos Metalúrgicos de São Paulo

Lutar pelos nossos direitos Sempre!

 

A Medida Provisória 905, editada com a mentira de geração de empregos para jovens de 18 a 29 anos, nada mais é do que o aprofundamento da Reforma Trabalhista de 2017.

Não devemos nos enganar. O seu cruel conteúdo de flexibilização com a bobagem de "Carteira Verde e Amarela", não passa de um escandaloso golpe nos direitos dos trabalhadores e uma absurda tentativa de criar empregos, precarizando em todos os sentidos o valor e a qualidade do trabalho trará ainda mais empobrecimento para a classe trabalhadora. 

Devemos nos manter atentos. Conversar, informar e debater permanentemente com os trabalhadores nos locais de trabalho, nas portas de fábricas e nos sindicatos será nossa forma imediata de resistência. Tambem não podemos esquecer que, juridicamente,  esta MP fere mais de 50 artigos da CLT, passando por cima de nossos direitos conquistados através de muita luta. 

Derrubar a Medida Provisória 905 é nossa obrigação e não vamos nos furtar de mais esta batalha. 

Campanha Salarial 2019

 

No próximo dia 2 de Setembro, nossa Federação dará início à Campanha Salarial de 2019. Em Assembleia marcada para a data com todos os seus 53 Sindicatos Filiados, discutiremos pautas relativas à situação político-econômica do país; reajuste salarial; Convenção Coletiva e estratégias de ação na luta por manutenção e conquistas de direitos.

Sabemos das extremas dificuldades que enfrentaremos em mais esse ano. Recessão econômica, desemprego, insegurança política e jurídica e os diversos ataques que a classe trabalhadora tem sofrido nos últimos tempos serão apenas alguns dos desafios que enfrentaremos nas negociações com o setor patronal metalúrgico em mais esta Campanha Salarial.

No entanto, mesmo diante de um quadro nada animador, sabemos de nossa capacidade em superar dificuldades. Com os sindicatos de metalúrgicos de todo o Estado de São Paulo unidos e com a categoria mobilizada, nosso objetivo principal será atingido.  Lutar pela manutenção dos direitos e pela nossa Convenção Coletiva , neste momento é o básico de nosso trabalho e, mesmo com todas as adversidades, juntos com nossas bases e nossos trabalhadores, saberemos obter êxito em mais essa batalha.

 Mais um Golpe nos Direitos

A Reforma da Previdência avança com folga na Câmara. Perde o Trabalhador,  perde o país. Com este governo, este será um processo irreversível. Reformas significam retrocesso e não melhorias para a população.

Não devemos nos iludir e  muito menos deixarmos de lutar. Esse é nosso papel, esse é nosso trabalho.

Continuarmos nossas açoēs nas fábricas, marcando nossas posições junto aos trabalhadores será a única maneira de mantermos os sindicatos como legítimos instrumentos de defesa de direitos. 

Perdemos sim. E faz tempo que estamos perdendo. Devemos, com isso, se quisermos de fato mantermos nossa luta, refletir sobre estas perdas, termos autocrítica e nos fortalecermos novamente. 

Outros golpes nos direitos conquistados virão e não podemos desistir. Devemos ter clareza e firmeza de nossa missão e jamais desistirmos dela. Do contrário aí sim estaremos derrotados. 

Parabéns aos que Fizeram sua parte 

Agradecemos  a todos os sindicatos filiados à nossa Federação que, no dia 14 de junho, se organizaram, se articularam e foram para as portas de fábricas,  para as ruas e praças públicas se manifestarem em favor das bandeiras de luta da Greve Geral.

Continuamos acreditando que somente através da mobilização dos trabalhadores e da sociedade é que conseguiremos avançar e manter nossos direitos.

Parabéns a todos que fizeram e fazem sua parte por um país melhor!

Dia 14: Greve por um país melhor

No próximo dia 14 de junho, as organizações sindicais de todo país, além de diversas entidades estudantis, estão preparando mais uma manifestação por emprego, contra a Reforma da Previdência proposta pelo governo e Contra a retirada de Direitos conquistados pelos trabalhadores durante décadas de luta.

Não podemos mais aceitar que aconteçam retrocessos no que diz respeito a qualidade de vida da classe trabalhadora. A difícil situação econômica pela qual passa o país, definitivamente não é culpa daqueles que trabalham e produzem nossas riquezas. Não vamos nos deixar enganar que a Reforma da Previdência que pretende acabar com a Seguridade Pública no Brasil, será a solução mágica para todos os nossos problemas. A questão é bem mais ampla e exige, antes de mais nada, credibilidade e segurança jurídica para que o país volte a crescer, coisa que infelizmente esse governo não possui.

Os frequentes ataques aos direitos dos trabalhadores e aos seus sindicatos, os cortes de verbas públicas em setores vitais como a educação e a tudo que atenda aos interesses da sociedade civil, deixa claro a quem este governo serve, ou seja, apenas aos patrões e, mais particularmente, aos bancos e banqueiros.

Portanto, dia 14 vamos nos manifestar por um país melhor para todos. Vamos fazer nossa parte mostrando que sabemos o que queremos e queremos, sobretudo, resgatar a dignidade de milhões de desempregados e garantir os direitos conquistados pela sociedade brasileira por um país  que ofereça qualidade de vida a todos seus habitantes.

Um Futuro sem Direitos

O atual governo possui como pauta principal a Reforma da Previdência. Ou seja, acabar com qualquer possibilidade de que o Estado continue tendo responsabilidade em cuidar de seus idosos ainda que estes tenham trabalhado e sustentado a máquina governamental durante toda sua vida.  Tão cruel quanto isso, é o constante ataque aos direitos da classe trabalhadora. Retirar direitos trabalhistas não pode ser encarado como política econômica ou política pública. Na realidade é apenas uma política para privilegiar as classes dominantes do país e do mundo.

Sistematicamente temos visto e sofrido os ataques no sentido de exterminar com os Sindicatos no Brasil. Não se trata de uma questão específica. Trata-se de uma estratégia de eliminar qualquer resistência possível aos desmandos de um projeto político que busca privilegiar apenas os grandes grupos econômicos e a infinita fome de lucro do “Mercado”.

Portanto, não temos um governo que deveria governar para todos. Temos um governo a serviço apenas dos patrões, banqueiros e do grande capital (nacional e internacional). Para fazer valer sua intenções, estamos diante de um governo que tudo tem feito e tudo fará para destruir os sindicatos de trabalhadores que, em sua essência, existe para conquistar e manter direitos aos trabalhadores.

Não é possível aceitarmos isso. Mais do que nunca, precisamos resistir e alertar os trabalhadores. Precisamos estar permanentemente nas fábricas, nos locais de trabalho e na mídia, chamando a atenção e denunciando para os verdadeiros interesses destes que estão no poder que, por mais que façam discursos de estarem cuidando do futuro do país, na realidade estão construindo as bases para um país sem futuro.