FEDERAÇÃO DOS METALÚRGICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO 

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Jorge Nazareno - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região

Saúde e segurança no trabalho é um direito.

Num país com indicadores alarmantes de acidentes e doenças do trabalho, torna-se necessário a todo momento reforçar que saúde e segurança no local de trabalho é um direito de todo trabalhador. Segundo o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho do MPT (Ministério Público do Trabalho), entre 2012 e 2018, ocorreram 4,5 milhões de acidentes de trabalho no Brasil, representando um acidente a cada 49 segundos, com mais de 16 mil mortes no período e 38.183 amputações.

A intenção de reduzir as NRs e as tentativas de enfraquecer as convenções coletivas produzirão um efeito ainda mais danoso, comprometendo inclusive os sistemas de saúde e previdenciário.

A precarização do trabalho, iniciada com a reforma trabalhista e com a terceirização da atividade-fim, dá sinais preocupantes de seu aprofundamento com uma possível aprovação da reforma da Previdência e, agora, surge mais uma grande ameaça a “Lei da Liberdade Econômica”, também em tramitação no Congresso.

Em sua esteira, pretende-se endurecer/diminuir ainda mais os direitos dos trabalhadores, alterando mais uma vez a CLT. Pretendem, inclusive, tonar o trabalho aos finais de semana e aos feriados como jornada comum. Para variar, ainda vão tentar enfraquecer as Cipas, dispensando sua obrigatoriedade em determinados casos.

Por todos estes ataques, por todo este descaso com os direitos dos trabalhadores, os quais incluem a saúde e segurança, o nosso Sindicato mantem firme a luta, a missão de defender a nossa categoria, de mobilizar os trabalhadores para reforçar esta batalha, que ganha força em cada assembleia e encontro. Por isso, participe do encerramento do Ciclo de Debates, que acontece nesta quinta-feira, 18, na sede.  

 

14 de Junho - a resposta dos trabalhadores

A resposta dos trabalhadores contra os ataques as normas de segurança, contra a aposentadoria, contra a educação, deve se dar

em 14 de Junho, dia da Greve Geral.

Vamos mostrar para o Governo, para o Congresso, que em direito do trabalhador não se mexe.

Dia 14 de Junho será dia de reforçarmos o nosso descontentamento, de reforçar a luta contra a reforma da Previdência, de garantir

que nossos direitos sejam respeitados, de garantir nossa sobrevivência.

 

Luta por direitos é permanente

Estamos diante de diversos ataques aos direitos sociais, aos direitos dos trabalhadores. A nossa prioridade, sem dúvida alguma, é a mobilização permanente contra a reforma da Previdência e o fortalecimento da nossa categoria.

A Previdência Social é fruto de um processo histórico de luta e materialização dos direitos fundamentais para os trabalhadores e trabalhadoras. Por isso não podemos abrir mão dela. Só a unidade dos trabalhadores poderá impedir a aprovação dessa reforma e dos enormes retrocessos e perdas que ela impõe aos trabalhadores brasileiros.

Trata-se do maior retrocesso da história, superando a reforma trabalhista, que acabou com direitos, aumentou a precarização do trabalho, jogou milhões de trabalhadores na informalidade e, ao contrário do que prometeram, não reduziu o desemprego no país. Se aprovada, a reforma da Previdência vai prejudicar todo mundo, e corre o risco de deixar milhares de pessoas, principalmente idosos, na miséria.

Os atos e eventos que aconteceram nos últimos dias contra esta proposta de reforma devem ser reforçados, vão se intensificar. Nas fábricas, vai acontecer o mesmo, além das lutas diárias por PLR, saúde e segurança, entre outros, vamos reforçar a defesa da aposentadoria. Você também pode fazer isso nas redes sociais. Também pode lotar a caixa de e-mail do seu deputado, exigindo que ele vote contra esta proposta.

Tome fôlego e ajude a reforçar a mobilização, porque a luta por direitos é permanente.