FEDERAÇÃO DOS METALÚRGICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO 

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José Roberto - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São João da Boa Vista

Não vamos fugir dessa luta!

O Brasil está voltando ao passado, regredindo em sua leis. Estamos voltando numa era em que se vivia para trabalhar e se morria trabalhando. Uma era em que o chefe de estado era um Rei ou um ditador. De lá para cá muitos direitos foram adquiridos, graças ao sangue de muitos e a boa vontade de outros. Conquistamos a Carteira de Trabalho, o 13º Salário, o Seguro-Desemprego o direito à aposentadoria e muitos outros graças ao direito ao Sindicalismo, ou seja, o direito que os trabalhadores têm de se unir e lutar por melhorias de trabalho.
Agora com a Reforma Trabalhista aprovada em 2017 o governo pretende tirar toda a força do Sindicato com um objetivo único; sem união dos trabalhadores, não há força e sem força é possivel derrubar um por um dos direitos tão duramente conquistados. E é por isso que hoje, mais do que nunca, precisamos que todos vocês tenham consciência do valor dessa união, e que não deixem
acabar com o direito principal, que é o direito de lutar.  
O desemprego hoje no Brasil atinge 13,4 milhões de brasileiros, a Reforma da Previdência quer derrubar benefícios e fazer com que trabalhemos até não termos mais saúde, querem que o SUS deixe de ser gratuito, cortam verbas das universidades e do ensino básico.
O Sindicato realizará em 24 e 25 de julho desse anos mais uma eleição. E gostaríamos de prestar contas à todos os companheiros do trabalho que realizamos até agora com a certeza de que temos muito mais a buscar.
Nesse único mandato conquistamos a PLR (Participação dos Trabalhadores nos Lucros e Resultados) para mais de 90% da categoria. Fizemos acordos de reajustes salariais acima da inflação, renovamos todas as cláusulas sociais garantindo direitos aos trabalhadores, inclusive o adicional noturno de 35% para trabalho realizado das 22 às 5 da manhã. Conseguimos a garantia de emprego ao acidentado, horas extras acima da lei, sendo um acréscimo de 60% de 25 a 40 horas, um acréscimo de 80% de
41 a 60 horas e 100% acima de 60 horas, além de 150% aos domingos e feriados. Conquistamos EPI’s (Equipamento de Proteção Individual) gratuitamente a todos os trabalhadores, direitos às mulheres que sofrem assédio moral e físico, licença maternidade, exames preventivos, tempo de amamentação entre muitos outros. Essas conquistas só foram possíveis graças a organização dos trabalhadores no Sindicato.
Enfim, precisamos continuar unidos, precisamos continuar lutando, e para isso contamos com todos vocês.  

Será o fim de todos os direitos conquistados até hoje?

Não pensei que fosse estar vivo para ver toda uma luta de gerações ser jorrada bueiro adentro como o que está acontecendo agora no Brasil.
Desde o século XIX muitos trabalhadores morreram na luta por seus direitos, por nossos direitos. Foram anos de abuso dos patrões sobre o trabalhador, até a criação dos Sindicatos, na Era Vargas. De lá para cá, foi preciso muito sangue e suor para que o trabalhador de hoje tivesse direito a uma carga horária justa, salários adequados, 13º salário, férias, segurança física e profissional.
E de repente um governo interino quer em meses massacrar seus trabalhadores com Leis absurdas sendo aprovadas de maneira relâmpago sem ao menos ouvir o que temos a dizer.
A reforma da previdência, por exemplo, quer acabar com todos os direitos que temos de ter uma vida tranquila depois de tantos anos trabalhando. Primeiro que na idade imposta poucos estarão vivos para se aposentar. E tudo isso só está acontecendo porque eles querem que venha do nosso bolso o pagamento para todos o dinheiro que foi desviado da nossa previdência por eles mesmos.
A dívida histórica da União para com a Previdência ao longo do século e até hoje é praticamente impossível de ser mensurada. Para ser ter uma ideia dessa sangria dos governos, os recursos da Previdência já foram utilizados para financiar políticas industriais como a Companhia Siderúrgica Nacional, a Companhia Vale do Rio Doce, a Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco, Itaipu, Binacional e muitas outras. Além da construção de Brasília, da Transamazônica, da ponte Rio-Niterói e a via rodoviária de Belém-Brasília.
E quem é que vai pagar por esse rombo, por todo esse desvio do dinheiro que era nosso? Nós? Não podemos permitir que continuem nos usando como fantoches.
A Terceirização tira do trabalhador todo o direito à seguridade. Trabalhador nenhuma mais irá dormir com a garantia de que terá emprego no dia seguinte. Essa Lei vai derrubar o salário de todos, a segurança no trabalho não existirá mais. E você ficará de braços cruzados observando sua vida ruir?
E para fechar com chave de ouro a porta do paraíso e abrir a porta do inferno para o trabalhador o Governo Temer propõe a Reforma Trabalhista.
O Governo além de retirar competências dos sindicatos elimina a contribuição sindical obrigatória, ou seja, inviabiliza a sua existência. Sendo assim caro companheiro, qual será a instituição que lutará pelos seus direitos? Seu aumento salarial? Ou todos os benefícios que as empresas pagam a vocês? Ninguém.
Com essa reforma acaba toda a rescisão de contrato que é oferecida pelo Sindicato, acabam os direitos à dentista, cabelereiro, colônia de férias, entre outras coisas.
Então o Governo não só quer acabar com todos os direitos conquistados até hoje por seus pais e avós, como quer também acabar com a única Instituição que trabalha a favor do trabalhador.
É por isso que no dia 28 de março iremos parar o Brasil. Em nome de nossa geração passada, em nome das vidas perdidas para a conquista dos direitos, em nome de nossas famílias, em nome da vida digna a que temos direito. Nós vamos parar o Brasil.
Estaremos juntos às 10 horas do dia 28 de abril na Praça da Catedral para mostrar ao senhor Presidente da República que juntos somos mais.