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A CPI precisa punir os genocidas

Em andamento no Senado Federal, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga as ações do governo federal na pandemia, além da aplicação de recursos transferidos para estados, Distrito Federal e municípios para o combate ao vírus, já ouviu ex-ministros da Saúde deste governo, o atual ministro, os presidentes da Anvisa e da Pfizer no Brasil e o ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, entre outros.

Tudo o que estamos assistindo nesta CPI é a confirmação do que já sabíamos pelos fatos do dia a dia. O governo é um fracasso no enfrentamento da pandemia e o principal responsável pela acentuada crise sanitária, com o Brasil a caminho do genocídio de meio milhão de pessoas por covid.

Perdemos amigos, conhecidos, gente da família. Uma tristeza! Uma tristeza que também nos traz muita indignação.

Se o governo não fosse incapaz e desumano, muitas vidas poderiam, sim, ter sido preservadas.

Não vê isto quem não quer, quem não tem conhecimento crítico, quem está fanatizado ou quem está do lado do mal (mesmo achando que está do lado do bem).

Mas a verdade factual é esta: tivemos uma tresloucada rotatividade de ministros no Ministério da Saúde, apostaram em remédios como a cloroquina, sem eficácia comprovada contra o vírus, fizeram propaganda contra as medidas de isolamento e ao uso de máscara, incentivaram as aglomerações, deixaram sem oxigênio os hospitais de Manaus, atacaram infantilmente a China (prejudicando a importação de insumos para a fabricação de vacinas) e desdenharam das vacinas e da ciência.

Além de tudo isto, por falta de seriedade, planejamento, respeito aos direitos humanos e à vida das pessoas, a vacinação segue lenta, muito lenta, mesmo ainda sob um cenário de muitos contágios, internações e mortes diárias. Não podemos naturalizar essa situação.

Exigimos então desta CPI da pandemia: um resultado justo e a punição de todos os genocidas! E vacinas urgentes para todos!


Francisco Sales Gabriel Fernandes, o Chico

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mococa e região e vice-presidente da Federação dos Metalúrgicos do Estado de SP