Buscar

Fernando Haddad faz encontro com sindicalistas e militância e defende criação de empregos


Em encontro com sindicalistas e militantes realizado na tarde desta quinta-feira (2), no auditório do Sindicato, o ex-ministro da Educação, ex-prefeito da capital paulista e pré-candidato ao governo do Estado, Fernando Haddad, falou sobre o seu plano de governo para São Paulo.

Na ocasião, Haddad expôs as suas expectativas em relação à retomada do crescimento com geração de emprego e renda. No entendimento do pré-candidato a empregabilidade será alcançada por “duas frentes”: construção civil e tecnologia.

“Temos que voltar a construir casas, tem muita gente na rua e muita gente que não consegue pagar o aluguel. Precisamos dar conta de um plano de moradia popular, pois gera emprego na veia”, defendeu Haddad, classificando o setor de construção civil como “a base da pirâmide”.



Para sustentar o argumento, o pré-candidato lembrou que em 2008, a primeira providência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi formar o ‘Minha Casa, Minha Vida’. “A situação hoje não é muito diferente”.

No “topo da pirâmide”, Haddad colocou o setor tecnológico. “Nós temos que atrair empresas de tecnologia para São Paulo. Não adianta gerarmos empregos na base sem atingir o topo”.

O pré-candidato entende que o investimento nas universidades públicas são essenciais para o avanço na área. “O topo da pirâmide é FAPESP, USP, UNICAMP, UNESP, UFABC. Associando o setor privado com participação pública para gerar emprego de ponta”.

Haddad argumenta que um plano sem tais diretrizes não fará o estado avançar. “Sem isso, São Paulo continuará sangrando e os empregos continuarão migrando. Já são muitos os empregos perdidos sem que o governo tomasse nenhuma providência”.

Críticas O pré-candidato criticou o governo estadual por conta da ausência de políticas públicas em áreas essenciais. “A quantidade de procedimentos represados nos últimos tempos é uma loucura. E o governo do estado não tem um plano de contingência para saúde, nem para educação e nem para assistência. Antigamente víamos indivíduos em situação de rua, hoje estamos vendo várias barracas com famílias inteiras nessa situação”, disse.

O governo federal e a figura do presidente da República, Jair Bolsonaro, também foram alvos de críticas de Haddad. “Vi em uma notícia que 13% do salário mínimo está indo para o gás. E o restante da despesa? Inflação está em dois dígitos e o desemprego também. E o presidente fazendo motociata. Nada do que Bolsonaro fala interessa, perceberam? E nós temos ganhar nessa eleição, ganhar a democracia e a esperança de um país melhor”.

“Bolsonaro e Doria (ex-governador do Estado de São Paulo, João Doria) foram um atraso de vida. E pela primeira vez estamos em condições de dar uma resposta contundente. O pessoal fala que há 40 anos não governamos São Paulo, mas não governamos há 522 anos. Nunca teve um governo progressista em São Paulo, e precisa ter”, enfatizou.



Religião e conservadorismo Antes de ir ao encontro no Sindicato, Haddad esteve em um encontro com o Bispo da Arquidiocese de Jundiaí, Dom Vicente Costa. O pré-candidato fez uma breve explanação sobre dialogar com religiosos e pessoas que se identificam com o conservadorismo.

“Falaram que a igreja é conservadora, e nós entendemos que a igreja quer conservar a vida, a família a dignidade das pessoas. Esse negócio de dizer que o povo do interior é conservador, nós temos que usar ao nosso favor, pois nós também queremos conservar o que tem valor. E o que tem valor é a vida das pessoas, a educação dos nossos filhos, o horizonte para juventude, o amparo na velhice. E a verdade é que não tem nada disso sendo conservado, está tudo sendo destruído”, disse.

Sindicato Haddad foi recebido por todos os membros da diretoria do Sindicato e conheceu os departamentos da entidade. “É uma honra receber uma figura de grande relevância para a política brasileira, como é o caso de Fernando Haddad, em nosso Sindicato. Em 2014, o Lula esteve conosco na inauguração da Sede. Desejamos toda sorte para o companheiro Haddad nessa empreitada”, disse o presidente do Sindicato Eliseu Silva Costa.