A caminho do Primeiro Mundo

Por José Pereira dos Santos.


José Pereira dos Santos
Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos e Região


O crescimento da economia, num ambiente de inflação baixa e com regime democrático, coloca o Brasil na linha de frente das nações. E nosso País já desponta como uma das grandes forças econômicas do mundo.

Estamos atravessando uma fase de avanços políticos, econômicos e sociais. Mas nem tudo está resolvido. E uma questão a se resolver é a relação entre capital e trabalho, que está longe do nível desejado.

Um dos indicadores do atraso nessas relações é a jornada de trabalho. Além das 44 horas semanais, o brasileiro é submetido a um regime com excesso de horas extras e, por consequência, com muitas doenças e acidentes de trabalho.

A classe empresarial diz que deseja ver o País no Primeiro Mundo. Mas diz uma coisa e pratica outra, porque aqui, com jornadas semanais de mais de 50 horas, o trabalhador vive mesmo é no Terceiro Mundo. E os salários também não têm nada a ver com o que o trabalhador recebe nos países desenvolvidos.

Na verdade, todos nós queremos viver numa situação de Primeiro Mundo: com emprego, renda, educação, saúde, aposentadorias justas e jornada de trabalho compatível. Mas esbarramos na resistência patronal, que quer se apropriar de todos os ganhos.

Por isso, é fundamental a redução da jornada para 40 horas, pois ela é um avanço concreto, e efetivo, na direção do Primeiro Mundo para a classe trabalhadora. E não só para uma pequena elite privilegiada.